Esse texto é um perfil. Um perfil de uma amiga muito querida. Talvez alguns conheçam. É também um dos exercícios de Oficina de Texto, e a pessoa aqui desvrita não sabe que é ela...
Boa leitura!
A quietude em pessoa. Eis a primeira impressão. Sozinha numa cidade nova, numa casa onde não se tem mais ninguém, só a ela mesma. Mas essa é só a primeira impressão.
Capaz de quebrar regras estabelecidas, incapaz de quebrar suas próprias regras. Personalidade forte? Sim, mas isso é vago demais. Constante em suas idéias. Insistente em seus sonhos. Um fogo que arde e é difícil de apagar.
Não parecia, mas gosta (e muito!) de controlar as coisas e as pessoas ao seu redor. Seu destino? Ninguém sabe. Nem ela mesma, penso eu. Até que tenta tomar as rédeas, mas nem tudo está ao seu alcance.
Ama. Ama muito, intensamente. Vive, digamos, em função de amar. A si própria e a alguém em especial. Ou a vários “alguéns”. Quem sabe? Acho que nem ela mesma.
Insegura. Forte, mas insegura. Carente, necessita da aceitação daqueles que a cercam. Não consegue se imaginar sozinha no mundo. Precisa de carinho, precisa dar carinho. Antes fosse só receber. Talvez o mais difícil seja encontrar alguém que aceite o carinho na forma que ela oferece. Nem todos a compreendem.
Esforçada. Competente. Dedicada. Não gosta de fazer nada mal-feito. A preguiça tem de ser grande demais para fazê-la entregar os pontos. Impossível? O que é o impossível?
Tinhosa. Ora, nada na vida é perfeito. O que dizer das pessoas, então? Ô menina tinhosa! Teimosa, sim! Obcecada às vezes. Quando encasqueta num assunto, então... Tem horas em que é trabalhoso agüentar por muito tempo. Só faz as coisas do jeito dela. (Eu já não disse que tem personalidade forte? É disso também que falo.) Fazê-la aceitar outra sugestões é... bem, é. Não, não é impossível, só quase.
Ô figurinha danada, essa! Não adianta, por mais que eu fale, vai demorar muito para traçar um perfil completo, ainda que ela mesma seja pequenina. Normal. Mas deixa quieto. Qualquer dia a gente arruma um reaggae lá na casa dela e eu te apresento. Você vai gostar.
05 abril 2005
03 abril 2005
Maus tratos
“Mais uma briga na casa dos Silva. Dessa vez, a filha saiu de casa batendo porta. O pai quase quebra toda a louça. A mãe, coitada, pega a vassoura, limpa a bagunça e sai. Tem de ir comprar louças novas para repor as perdidas.”
- Que tal, gostaram do início da historinha?
- Peraí. Esse não é pra ser um filme com indicação etária livre? Com todas essas cenas de violência, não vão aceitar! Vão querer pelo menos 18 anos! Onde já se viu me maltratar tanto assim na frente do público!
- Eu mesma, nunca aceitaria que meus filhinhos vissem cenas de morte. Dessa forma, eles nunca iriam aceitar permanecer em uma casa de família, só por medo!
- Mas gente...
- Sem essa de ‘mas’, seu computador. Concordo com a Porta e a Xícara. Eu mesmo não atuo nesse filme de jeito nenhum.
- Mas eu só tô querendo demonstrar a realidade...
- Não precisa exagerar nesse seu realismo. Eu me recuso a filmar esse tipo de cena.
- Só porque passam horas batendo no seu amiguinho Teclado você quer descontar na gente? Só falta querer mostrar a Televisão apanhando também.
- Ei! Nem inventa isso! Eu tô muito bem aqui quietinha, e já tinha avisado que não topava participar de filme nenhum.
- Ô gente. Eu disse que era um filme de conscientização em relação aos maus tratos contra nós, digníssimos utensílios domésticos.
- Mesmo assim, não esperávamos que fosse tão chocante. Já não basta o que apanhamos na vida real? Esse povo acha que somos simples coisas, das quais podem dispor a torto e a direito.
- Mas é por isso mesmo que eu sugeri o filme! Uma forma de revolta, de contestação!
- Olha seu Computador, eu até entendo o seu objetivo. Mas não dá, não. Se é para sofrermos mais o que já sofremos, a gente não concorda. Eu sei que às vezes posso parecer meio paradona, estou sempre ali na cozinha ou na sala, nos quartos e até no banheiro,vendo todos passarem, deixando a luz e o vento entrarem através de mim, quase não sofro mesmo. Isso eu admito. Mas não vou conseguir ver meus companheiros sofrendo duas vezes. Acho melhor você desistir.
- Falou e disse dona Janela! Gente, vamos nessa que eu ainda tenho muito trabalho a fazer. Hoje tem festa aqui em casa e o chão ta uma poeira só! Tenho muita coisa a varrer.
- Tchau seu PC. Valeu pela intenção!
E assim, mais uma vez, como sempre (ou quase sempre) acontece, uma boa idéia foi abortada pela falta de espírito coletivo dos trabalhadores da casa. O Computador, desanimado, começou a travar. Como seu dono não entendia o que estava acontecendo, trocou-o por um novo, bem mais veloz e bem menos solidário com a dor dos outros. Agora é esperar, para que mais alguém se compadeça dos demais e tenha uma boa idéia para tentar ajudá-los.
- Que tal, gostaram do início da historinha?
- Peraí. Esse não é pra ser um filme com indicação etária livre? Com todas essas cenas de violência, não vão aceitar! Vão querer pelo menos 18 anos! Onde já se viu me maltratar tanto assim na frente do público!
- Eu mesma, nunca aceitaria que meus filhinhos vissem cenas de morte. Dessa forma, eles nunca iriam aceitar permanecer em uma casa de família, só por medo!
- Mas gente...
- Sem essa de ‘mas’, seu computador. Concordo com a Porta e a Xícara. Eu mesmo não atuo nesse filme de jeito nenhum.
- Mas eu só tô querendo demonstrar a realidade...
- Não precisa exagerar nesse seu realismo. Eu me recuso a filmar esse tipo de cena.
- Só porque passam horas batendo no seu amiguinho Teclado você quer descontar na gente? Só falta querer mostrar a Televisão apanhando também.
- Ei! Nem inventa isso! Eu tô muito bem aqui quietinha, e já tinha avisado que não topava participar de filme nenhum.
- Ô gente. Eu disse que era um filme de conscientização em relação aos maus tratos contra nós, digníssimos utensílios domésticos.
- Mesmo assim, não esperávamos que fosse tão chocante. Já não basta o que apanhamos na vida real? Esse povo acha que somos simples coisas, das quais podem dispor a torto e a direito.
- Mas é por isso mesmo que eu sugeri o filme! Uma forma de revolta, de contestação!
- Olha seu Computador, eu até entendo o seu objetivo. Mas não dá, não. Se é para sofrermos mais o que já sofremos, a gente não concorda. Eu sei que às vezes posso parecer meio paradona, estou sempre ali na cozinha ou na sala, nos quartos e até no banheiro,vendo todos passarem, deixando a luz e o vento entrarem através de mim, quase não sofro mesmo. Isso eu admito. Mas não vou conseguir ver meus companheiros sofrendo duas vezes. Acho melhor você desistir.
- Falou e disse dona Janela! Gente, vamos nessa que eu ainda tenho muito trabalho a fazer. Hoje tem festa aqui em casa e o chão ta uma poeira só! Tenho muita coisa a varrer.
- Tchau seu PC. Valeu pela intenção!
E assim, mais uma vez, como sempre (ou quase sempre) acontece, uma boa idéia foi abortada pela falta de espírito coletivo dos trabalhadores da casa. O Computador, desanimado, começou a travar. Como seu dono não entendia o que estava acontecendo, trocou-o por um novo, bem mais veloz e bem menos solidário com a dor dos outros. Agora é esperar, para que mais alguém se compadeça dos demais e tenha uma boa idéia para tentar ajudá-los.
02 abril 2005
Sábado à noite
Qual o pior período para se assistir TV? Dúvida... Domingo à tarde? Ou sábado? Oh, dúvida cruel...!
Domingo à tarde é ruim sim, não há dúvida. Mas a gente já está acostumado a isso, todo domingo é a mesma coisa. Por isso acho que sábado à noite é pior.
Aos sábados estamos acostumados a sair comos amigos e tal. Aí, quando por qualquer motivo cósmico, que nos faz ficar em casa, sem ter o que fazer, temos que agüentar o Zorra Total, ou qualquer outra baboseira chata que passa na televisão.
Céus! Isso é de fato falta do que fazer. Uns foram pra Goiânia, outros pro Rio de Janeiro, outra tá em Águas Claras comendo fondue, outros estão também em casa, fazendo qualquer coisa. E eu estou aqui, sem ter o que fazer. Ô vidinha mais ou menos...
Domingo à tarde é ruim sim, não há dúvida. Mas a gente já está acostumado a isso, todo domingo é a mesma coisa. Por isso acho que sábado à noite é pior.
Aos sábados estamos acostumados a sair comos amigos e tal. Aí, quando por qualquer motivo cósmico, que nos faz ficar em casa, sem ter o que fazer, temos que agüentar o Zorra Total, ou qualquer outra baboseira chata que passa na televisão.
Céus! Isso é de fato falta do que fazer. Uns foram pra Goiânia, outros pro Rio de Janeiro, outra tá em Águas Claras comendo fondue, outros estão também em casa, fazendo qualquer coisa. E eu estou aqui, sem ter o que fazer. Ô vidinha mais ou menos...
01 abril 2005
Você quer trabalhar na Globo?
Eu quero. Principalmente depois de quarta-feira. Depois de pouco mais de cinco horas de palestras e debates com grandes nomes do jornalismo da Globo, ah, eu quero sim!
Deixa eu explicar melhor...
Quarta-feira, dia 30 de março, também conhecida como anteontem, ocorreu, a aula inaugural da FAC, sob a forma de um seminário, com profissionais do jornalismo da Rede Globo. O seminário, entitulado "A Construção da Notícia", foi realizado no auditório da FINATEC (campus da UnB) e contou com a presença de Ali Kamel (diretor editorial da Central Globo de Jornalismo), Willian Bonner (editor-chefe do Jornal Nacional), Zileide Silva e Marcelo Canellas (repórteres consagrados), Mônica Maria Barbosa (produtora do JN) e Lúcio Alves (cinegrafista).
O evento foi sugerido pelo professor Luiz Gonzaga Motta, o qual atuou como moderador do debate. Sua realização foi uma parceria da Faculdade de Comunicação da UnB, do Núcleo de Pesquisa em Mídia e Política (NEMP) e Rede Globo de Televisão.
Bom, eu não vou aqui escrever uma matéria. Posso até fazer isso pro SOS, mas eu estava lá é como estudante mesmo. E tiete também. Tiete mesmo! Tirei foto, pedi autógrafo e tudo o mais. E, independente disso, o seminário foi muito bom! Todos muito simpáticos e profissionais também, deixando de lado algum estrelismo que possa surgir no meio do caminho. Por isso que eu me animei com a Globo e, antes de tudo, com o jornalismo. Eu quero trabalhar com o Kamel, a Zileide, o Canellas e companhia.
Definitivamente, a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que fiz a escolha certa! :)
Deixa eu explicar melhor...
Quarta-feira, dia 30 de março, também conhecida como anteontem, ocorreu, a aula inaugural da FAC, sob a forma de um seminário, com profissionais do jornalismo da Rede Globo. O seminário, entitulado "A Construção da Notícia", foi realizado no auditório da FINATEC (campus da UnB) e contou com a presença de Ali Kamel (diretor editorial da Central Globo de Jornalismo), Willian Bonner (editor-chefe do Jornal Nacional), Zileide Silva e Marcelo Canellas (repórteres consagrados), Mônica Maria Barbosa (produtora do JN) e Lúcio Alves (cinegrafista).
O evento foi sugerido pelo professor Luiz Gonzaga Motta, o qual atuou como moderador do debate. Sua realização foi uma parceria da Faculdade de Comunicação da UnB, do Núcleo de Pesquisa em Mídia e Política (NEMP) e Rede Globo de Televisão.
Bom, eu não vou aqui escrever uma matéria. Posso até fazer isso pro SOS, mas eu estava lá é como estudante mesmo. E tiete também. Tiete mesmo! Tirei foto, pedi autógrafo e tudo o mais. E, independente disso, o seminário foi muito bom! Todos muito simpáticos e profissionais também, deixando de lado algum estrelismo que possa surgir no meio do caminho. Por isso que eu me animei com a Globo e, antes de tudo, com o jornalismo. Eu quero trabalhar com o Kamel, a Zileide, o Canellas e companhia.
Definitivamente, a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que fiz a escolha certa! :)
Assinar:
Postagens (Atom)