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09 novembro 2005

E o beijo não saiu...

Tanta expectativa para nada. Até na mídia internacional o tal do beijo virou assunto, mas ele acabou não aparecendo no pultimo capítulo de "América". Para a revolta da comunidade homossexual. O reboliço por causa disso foi tanto que teve até 'beijaço' em frente ao Congresso Nacional ontem.

De acordo com alguns jornais, foram cerca de 100 pessoas indignadas que estavam no gramado do Congresso, na Esplanada dos Ministérios. A bandeira estendida no chão, com um arco-íris gigante, carro de som, praticamente um trio elétrico, e diversos casais gays aos beijos. E não importava se os casais já vieram formados ou se encontraram e ficaram ali mesmo, o importante era o protesto.

Não vou entrar no mérito da questão. De qualquer forma, ainda acho que foi barulho demais por causa de um beijo inexistente. Se os homossexuais (gays e lésbicas) querem respeito, eles também têm de respeitar um pouco mais o caráter conservador e de maioria cristã do nosso país.

04 novembro 2005

O beijo de "América"

O País está rumando para um caos político (Ok, talvez nem tanto, mas que o Brasil tá uma zorra, está), descobriram (ou pelo menos parece que sim) uma das fontes do Valerioduto: contratos de publicidade da Visanet em parceria com o Banco do Brasil (é mais ou menos isso - adiantamento de pagamento), o dólar segue caindo e a Bovespa, subindo, universidades federais estão em greve em vários estados da Federação... enfim, não falta assunto nem para a imprensa local nem para a internacional.

E sabem qual o tema abordado em jornais (não todos, claro! Ainda bem...) lá fora? O beijo gay que deve acontecer pela primeira vez na história das novelas das 20h transmitidas pela Rede Globo de Televisão. Lindo isso, não? Eu realmente não esperava ver uma página inteira da FSP dedicada somente ao último capítulo de "América", que acaba hoje, ainda que no Caderno B, tradicionalmente dedicado a cultura.

Depois dizem que o Brasil não anda e ninguém sabe por quê. Mas, pera aí! Não estou dizendo para simplesmente ignorarmos o que se passa na televisão brasileira! Novela também é cultura, é um retrato, nem sempre muito fiel mas um retrato, da sociedade brasileira e deve, sim, ser levada em consideração. Mas, daí a o noticiário internacional dar mais atenção ao último capítulo de uma novela... bem, são outros 500...

03 novembro 2005

Diferenças regionais

É tristemente incrível como se consome pouca cultura em alguns lugares do Brasil. Isso, independente de classe social, nível de instrução etc etc etc... Tomo como referência as experiências que eu tenho. Ora, creio que tenho um bocadinho de base para opinar sobre esse assunto. Já morei em Maceió, moro em Brasília, já passei por Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e tenho uma noção do que é a vida cultural de Rio e Sampa.

Nossa, que menina bem informada! Nem tanto, apenas o suficiente.

O que eu quero focar aqui, no entanto, é a pouca cultura que se consome em Maceió. E não venham me dizer que é por falta de público. Se fosse assim, boas peças de teatro que lá chegam não ficariam lotadas tão facilmente, como acontece.

O que falta mesmo são boas opções. Para se ter idéia do mais básico, um dado cinematográfico. Aqui em Brasília, nesta semana, estão passando ao todo 37 filmes diferentes (contando circuito comercial e alternativo, "mais cabeça"), em 13 complexos de cinema, contabilizando não sei quantas salas de projeção (realmente, não sei, só lá no Pier, são umas 15). Em Maceió, por sua vez, eu não sei dizer quantos filmes estão em cartaz. No máximo 6, contando que cada sala existente na cidade exiba um filme diferente. Sim, parece um absurdo, mas Maceió só conta com seis salas de exibição, na cidade toda. Pelo menos era isso o que tinha lá quando vim para Brasília.

Então, me digam: como uma população vai consumir o que não está à sua disposição? Sinceramente, não tem como. Podem até dizer que aqui no DF se ganha mais, mas também se gasta mais. Cinema aqui é mais caro do que em Maceió, porém mais barato do que em alguns cinemas de São Paulo, e lá não se ganha muito mais do que aqui. Isso se não for menos...

O que falta ao maceioense, particularizando o caso, não é vontade de consumir cultura, mas hábito, por falta de oferta. Se eu estiver errada, me avisem, mas venham com argumentos bons o suficiente para me convencer.

02 novembro 2005

(sem título)

Talvez eu tenha esperado demais de tudo isso. E por causa dessa expectativa, talvez eu tenha me deixado amar demais, apaixonar rápido demais. Talvez isso tenha gerado ansiedade... E das expectativas não correspondidas como esperado, vem a decepção. Decepção? Talvez seja essa sim a palavra. Tristeza, dor, sofrimento. Tudo junto, cedo demais. Muita coisa acontecendo rápido demais.

Mas o que eu posso fazer agora com o sentimento que nasceu e que, por mais machucado que esteja, só quer crescer, e durar, durar, durar... Não posso nem quero abrir mão tão fácil assim. Se já dói como está, imagina se simplesmente não estivesse? Não dá...

Só quero colo. A presença que supre a falta que sinto. Um pouquinho de atenção, junto com tudo o mais que também a requer. Preciso extravasar tudo o que passa na minha cabeça, gritar aos quatro ventos dessas lágrimas que insistem em rolar pelo rosto, dessa angústia que assola só em pensar que pode não dar certo.

Se eu choro, e reclamo, pra quem quer que seja, não é pra prender, exigir atenção exclusiva pra mim. É só porque não dá pra segurar tudo isso só pra mim. Eu iria simplesmente explodir, implodir, sei lá.

Ah... sei lá!