Minha mãe não gosta de funcionário público. Em geral, ela tem raiva deles, tanto quanto dos advogados que aprendem a ser corruptos, mentirosos, dissimulados e vendidos. Não quero dizer que ela odeia todo e qualquer servidor público. Mamãe tem mais pontos contra o funcionalismo municipal lá em Maceió. E contra o estadual também. De certa forma, concordo com ela em seus argumentos.
A impressão que nós temos de boa parte dos servidores, concursados ou não, pelo menos por lá, é que estão ali somente para atrapalhar nossa vida. Estão sempre insatisfeitos com as condições de trabalho e com o salário. Abro aqui um parêntese: queria ver como ficariam se tivessem que diminuir o salário, por causa dos encargos e custos de produção, como boa parte dos profissionais liberais... mas isso é outra discussão. Voltando às reclamações, ou os servidores têm trabalho demais para fazer, ou o trabalho é monótono, ou simplesmente não queriam estar ali. Dificilmente um dia de serviço alcança qualquer equilíbrio.
O porquê de tanto mau-humor e má-vontade? Eles realmente não queriam estar lá, sentados numa cadeira velha e desconfortável, atrás de um balcão velho, em frente a uma lata velha chamada de computador, atendendo a um cidadão qualquer, que não entende que ele, mero técnico administrativo (ou nem isso), não pode fazer nada além do pouco que já foi feito. “A burocracia é assim, meu senhor. Não posso fazer mais nada”.
Talvez quisessem ser médicos, engenheiros, professores de biologia em um colégio particular. Talvez tenham terminado um curso superior qualquer só para agradar à família. São frustrados, mesmo. Não fazem o que gostam. Estão bem longe do que sonharam para suas vidas. Foram parar no funcionalismo público em busca de estabilidade. Não era isso o que desejavam, mas não tiveram coragem de buscar mais. Agora estão ali, eternamente insatisfeitos e de cara amarrada.
Adultos de todas as idades. Desde o jovem recém-saído do ensino médio até o cinqüentão, que não vê a hora de se aposentar. Acomodados, incomodados. Vivem assim e vão morrer assim: frustrados. E a gente, que não tem nada a ver com isso tudo é que tem que se acostumar a esperar horas na fila para qualquer coisa em qualquer órgão municipal e ser mal atendido. Foi isso o que aconteceu segunda de manhã.
Por isso que minha mãe tem raiva de servidor público.
(para Oficina Avançada de Narrativas)
07 fevereiro 2006
05 fevereiro 2006
Grande coisa...
Milhões de coisas a fazer, conto a escrever, seminário para terminar. Reunião programda para hoje e tudo o que eu não queria era ficar em casa o dia todo. Já não fiquei. Grande coisa, sair para ir almoçar no Giraffa's está longe de ser grande coisa.
Alguém me dá uma idéia para o meu conto? Não sei o que fazer. Alguém me chama para fazer qualquer coisa? Já enjoei do meu quarto, por hoje. Existe alguma fórmula mágica para recolocar rítmo na vida?
Sim, Little Rafa, a vida é realmente bela. Mas nem sempre, por mais ensolarado que esteja o dia, ela se mostra bela. Às vezes ela simplesmente não está como você gostaria que estivesse.
Se eu estou bem? Sim, na medida do possível. É sério. Não penso em me matar, nem em fazer loucura nenhuma. Foi difícil? Sempre é, fazer o quê... Mas eu estou bem, juro! Só não consigo focar em alguma coisa para pensar. Talvez só quisesse alguma coisa diferente, sei lá.
Não tenho mais o que dizer. Isso já está virando uma loucura, quase ininteligível. Afluência dos mais variados tipos de pensamentos. Simplesmente jorram, batem aqui e ficam. Grande coisa...
Alguém me dá uma idéia para o meu conto? Não sei o que fazer. Alguém me chama para fazer qualquer coisa? Já enjoei do meu quarto, por hoje. Existe alguma fórmula mágica para recolocar rítmo na vida?
Sim, Little Rafa, a vida é realmente bela. Mas nem sempre, por mais ensolarado que esteja o dia, ela se mostra bela. Às vezes ela simplesmente não está como você gostaria que estivesse.
Se eu estou bem? Sim, na medida do possível. É sério. Não penso em me matar, nem em fazer loucura nenhuma. Foi difícil? Sempre é, fazer o quê... Mas eu estou bem, juro! Só não consigo focar em alguma coisa para pensar. Talvez só quisesse alguma coisa diferente, sei lá.
Não tenho mais o que dizer. Isso já está virando uma loucura, quase ininteligível. Afluência dos mais variados tipos de pensamentos. Simplesmente jorram, batem aqui e ficam. Grande coisa...
02 fevereiro 2006
It's over
"Já não se sabe o momento exato de partir
Não quero me entregar tão cedo
Aquele amor que eu senti quando te conheci
Não tá rolando mais faz tempo
Não vejo mais o brilho dos seus olhos pra mim
Nem sei se ainda posso mesmo te fazer feliz
Cada momento que passamos, juro, foi bom
Mas tudo que acende apaga, e o que era doce se acabou"
"Levo a vida como eu quero
Estou sempre com a razão
Eu jamais me desespero
Sou dono do meu coração
Quando a paixão não dá certo (não há porque me culpar)
Eu não me permito chorar (já não vai adiantar)
E recomeço do zero
Sem reclamar"
Não preciso falar mais nada. Acho que todo mundo já me entendeu.
Não quero me entregar tão cedo
Aquele amor que eu senti quando te conheci
Não tá rolando mais faz tempo
Não vejo mais o brilho dos seus olhos pra mim
Nem sei se ainda posso mesmo te fazer feliz
Cada momento que passamos, juro, foi bom
Mas tudo que acende apaga, e o que era doce se acabou"
"Levo a vida como eu quero
Estou sempre com a razão
Eu jamais me desespero
Sou dono do meu coração
Quando a paixão não dá certo (não há porque me culpar)
Eu não me permito chorar (já não vai adiantar)
E recomeço do zero
Sem reclamar"
Não preciso falar mais nada. Acho que todo mundo já me entendeu.
01 fevereiro 2006
Saiu no UOL hoje
01/02/2006 - 12h07
Cientistas mostram que hormônios têm culpa pelo fim da paixão
"Londres, 1 fev (EFE).- Os hormônios são culpados pela duração de apenas dois anos de uma paixão amorosa, segundo um estudo publicado no último número da revista "Chemistry World", da Real Sociedade de Química do Reino Unido.
Uma equipe de cientistas da universidade de Pisa (Itália) estudou o comportamento dos hormônios em uma relação amorosa e comprovou que o desejo desaparece após dois anos de relacionamento, por causa das mudanças biológicas ocorridas nos corpos dos parceiros.
Para o bioquímico Michael Gross, "enquanto os companheiros prometem amor verdadeiro, os hormônios dão a entender outra coisa".
"Esta pesquisa mostra a presença no sangue de certos hormônios no início da relação, mas não há provas de que eles prevaleçam nos indivíduos que têm uma relação há anos", disse o bioquímico.
Segundo o estudo, enquanto no início da relação é abundante um elemento químico chamado neurotrofina, que provoca o desejo, com o passar do tempo a quantidade dessa substância diminui, e ela é substituída por um hormônio denominado oxitocina, que consolida os sentimentos mais duráveis de amor e de compromisso."
Cientistas mostram que hormônios têm culpa pelo fim da paixão
"Londres, 1 fev (EFE).- Os hormônios são culpados pela duração de apenas dois anos de uma paixão amorosa, segundo um estudo publicado no último número da revista "Chemistry World", da Real Sociedade de Química do Reino Unido.
Uma equipe de cientistas da universidade de Pisa (Itália) estudou o comportamento dos hormônios em uma relação amorosa e comprovou que o desejo desaparece após dois anos de relacionamento, por causa das mudanças biológicas ocorridas nos corpos dos parceiros.
Para o bioquímico Michael Gross, "enquanto os companheiros prometem amor verdadeiro, os hormônios dão a entender outra coisa".
"Esta pesquisa mostra a presença no sangue de certos hormônios no início da relação, mas não há provas de que eles prevaleçam nos indivíduos que têm uma relação há anos", disse o bioquímico.
Segundo o estudo, enquanto no início da relação é abundante um elemento químico chamado neurotrofina, que provoca o desejo, com o passar do tempo a quantidade dessa substância diminui, e ela é substituída por um hormônio denominado oxitocina, que consolida os sentimentos mais duráveis de amor e de compromisso."
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