20 agosto 2007
Ainda sobre anjos
Eles eram amigos, se entendiam com uma palavra. Palavra essa que poderia dizer muito mais do que parágrafo inteiro. Às vezes um parágrafo inteiro que, postado no blog, era mais significativo do que uma conversa ao vivo. Eles eram simplesmente amigos. Daqueles que se conheceram na faculdade e parecia, aos que viam de longe, que se conheciam desde a mais tenra infância.
Eles ainda eram amigos quando o mesmo que me pediu para não machucar seu amigo veio me dizer que gostava de mim - mas ele já sabia a resposta e, na prática, pouca coisa mudou, ao menos aparentemente. Mas o importante é que eles eram amigos. Um do outro e meus também.
Amigos de ficar horas fazendo um trabalho pontuado por paradas para um chá, um iogurte e muita, mas muita conversa mesmo. Aliás, um trabalho que só terminou lá pelas quatro da manhã - e um dos amigos ainda tinha que fazer uma verdadeira viagem até em casa. Enfim, amigos.
Mas a vida às vezes nos distancia um pouco dos amigos. Isso não quer dizer que já não o são, mas pouco se vêem. Santo MSN...
Mas não foi bem assim. Quando a vida deixou que me aproximasse mais uma vez dos amigos, eles já não eram mais amigos. Amigos meus, mas não entre si. Pouco se falavam, isso quando se falavam. Para falar a verdade, não sei dizer por quanto tempo, mas o fato é que, em um período, mal se olhavam, nem se cumprimntavam direito.
O fato é que já não se entendem com uma palavra. O blog pelo qual conversavam já não mais existe. Cada um seguiu seu rumo. Um foi para lá tentar a vida. Outro resolveu se aventurar por aqui mesmo.
Um mais capitalista do que nunca - independentemente de viés partidário. O outro, ainda com suas idéias revolucionárias, seu turbilhão na cabeça, suas convicções socialistas (?).
Nem por isso deixaram de ser anjos um para o outro. Mas mesmo os anjos podem ter prazo de validade. Nem sempre eles serão eternos em nossas vidas.
Quantos anjos já passaram por você? E quantos duraram mais que uma década? Pergunta difícil, talvez. Mas são todos anjos. Graças a Deus, são anjos.
Angels
Why? How? Well... maybe you are used to call them other names. Sometimes, we call them mum. They can also be relatives of ours. But the greater number of angels we have we call them friends. They take care of us. They are always there when we need them. And usually we are there for when they need us too.
Somehow, sometimes we don't give them all they deserve from us. Of course, nobody is perfect. And they just understand that.
I must thank God for all the angels he's put in my life. There are so many of them. And maybe they never imagine how important they've been for me, to keep me ok, to hold me in life.
And I just wanna thank, God and them. Thanks, my precious angels. Thanks my precious friends.
- Just trying to get back to writing here.
24 setembro 2006
Só uma explicação...
A minha ausência tem uma explicação. Cansaço. Muito. Com tanta coisa para apurar, pensar e escrever na faculdade, não tenho mais ânimo para pensar e escrever no blog.
É isso mesmo. Uma estudante de jornalismo que não quer escrever, mais. Não quero escrever mais do que já escrevo.
Sim, os posts por aqui estão suspensos temporariamente. Quem sabe depois que o Campus acabar eu volte ao mesmo pique de antes desse ano de três semestres. Isso está me cansando.
Não postar no blog é uma espécie de férias, pelo menos em algum aspecto dos meu deveres.
Portanto, perdão, mas estou cansada de escrever. Aviso quando este meu espeço voltar à ativa.
16 julho 2006
Saiu no Estadão de sexta-feira
Entidades querem que o presidente Lula barre projeto aprovado pelo Congresso que eleva de 11 para 23 as atividades privativas dos jornalistas
José Maria Mayrink
O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, anunciou ontem no Rio que, em articulação com a Associação Nacional de Jornais (ANJ), tentará convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar o projeto de lei aprovado pelo Senado que fixa regras para o exercício da profissão de jornalista.
"Considero esse projeto desastroso, um disparate de autoria de amadores sem nenhuma vivência no dia-a-dia das redações", disse Azedo, ao justificar sua oposição à proposta. O presidente da ABI critica a "imprecisão" do texto ao definir as funções que, de acordo com a nova lei, só poderiam ser exercidas por portadores de diploma de jornalismo.
Um dos exemplos mais gritantes, segundo Azedo, é a definição de comentarista - "o profissional que realiza avaliação, comentário pelo rádio, televisão ou processo semelhante", conforme consta do inciso XIII do artigo 6º, que enumera as 23 atividades privativas de jornalista profissional.
"Se as escolas de jornalismo tiverem de dar uma formação de acordo com as qualificações definidas pelo projeto de lei aprovado pelo Congresso, elas vão se transformar num amontoado de disciplinas sem possibilidade de formar profissionais", alertou Azedo.
A ABI, segundo seu presidente, não foi consultada sobre o projeto de lei complementar (PLC 79/2004) quando ele foi discutido no Congresso. "Vamos ver agora se ainda dá tempo de levar o presidente da República a vetar o texto", disse Azedo, depois de analisar a questão com a Associação Nacional de Jornais (ANJ).
Em nota assinada por seu presidente, José Inácio Gennari Pizani, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) se manifestou "indignada" com a aprovação do projeto pelo Congresso e pediu seu veto pelo presidente.
A Abert, diz a nota, acredita que, antes de deliberar sobre a matéria, o presidente deva receber e analisar as ponderações de todos os setores envolvidos. "A Abert confia que o princípio constitucional da liberdade de expressão e do direito ao trabalho prevaleça no exercício das atividades desenvolvidas pelos milhares de profissionais", acrescenta o texto.
O presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje), Paulo Nassar, afirmou que o projeto de lei, "apresentado pelo deputado Pastor Amarildo (PSC-TO) e aprovado pelo Senado enquanto a sociedade brasileira estava entretida com a Copa do Mundo e aterrorizada pela falta de segurança pública", ameaça a liberdade de trabalho e de expressão no ramo da comunicação empresarial.
"O projeto, que transpira corporativismo e ranço inquisitorial, deve provocar desemprego com a eliminação de milhares de comunicadores mestiços", adverte Nassar, referindo-se ao "perfil mestiço" dos trabalhadores da comunicação empresarial, "produto da saudável mistura de relações-públicas, jornalistas, publicitários, administradores, economistas, historiadores, psicólogos, fonoaudiólogos, entre outros".