Uma semana bem agitada, sem dúvida.
O Supremo Tribunal Federal votou pela fidelidade partidária para cargos proporcionais (deputados, vereadores). Foi, sem dúvida, um primeiro passo na tentativa de moralizar a relação entre partidos e políticos. Aliás, tudo indica que os cargos majoritários vão no mesmo caminho. O Tribunal Superior Eleitoral já aprovou, ontem (16 - ainda não fui dormir, então hoje ainda não acabou), a mesma regra para prefeitos, governadores, senadores e presidente da República: mudou de partido, sem mandato.
Como se não bastasse, o nosso digníssimo (hã? digno?! enfim...) senador Renan Calheiros (PMDB/AL) passou de presidente a ex-presidente do Senado Federal. Depois de semanas de crise, muita pressão para sua licensa do cargo da oposição e mesmo de parlamentares governistas, frente à necessidade de votar a CPMF e outras medidas provisórias que estão aí, enfim ele saiu, agora com cinco representações contra ele na Comissão de Ética.
Por falar em medida provisória, mais carinhosamente chamadas MP's, saiu a que cria a Empresa Brasil de Comunicação, a tão falada TV Brasil. Tem gente que não conhece, mas já existe uma TV com esse nome, e seus quadros são, majoritariamente, da Radiobrás (quase extinta Radiobrás). O que muda? Para os canais televisivos públicos, esperamos que muito, e para melhor. Se fizerem como estão falando, prometendo...
Lá na Agência Brasil, por enquanto, quase nada. Ok, ok... quatro editores ou qualquer que seja o cargo não é pouca coisa. Eles conviviam há mais de três anos com a redação da ABr diariamente. Faziam, sim, parte da equipe, e de forma muito importante. Dois já se despediram. Outros dois estão quase lá.
Quer mais? Acho que, por enquanto, já temos muitos pontapés iniciais para mudanças, que podem se concretizar positivamente ou só nos deixar com água na boca, como mudanças frustradas, que na prática nada melhoram. Eu fico com a primeira opção. Ou pelo menos espero que seja essa a realidade daqui a alguns meses, anos ou eleições. De qualquer forma, só o tempo dirá.
18 outubro 2007
04 outubro 2007
Qual o preço do diploma?
Na verdade, o preço, a depender de onde estudamos, não chega a ser o mais relavante. No caso da UnB, digamos que o preço dos livros, das xérox e da colação de grau. O resto, é mais que lucro. Às vezes ganhamos mais fora do que seria a vida "normal" e esperada de uma faculdade. Às vezes de fato temos que cuidar para não deixar que a faculdade atrapalhe os nossos estudos.
Mas não é esse o ponto crucial. O fato é que, não importa se estudamos em universidade pública ou faculdade particular. Sempre acabamos pagando um preço pelo diploma, diretamente ou não. Será que esss preço é recompensado depois que temos o bendito em mãos?
Típico questionamento de quem está às portas da formatura. Mais que isso, alguém que pode se tornar refém de um diploma assinado pelo reitor para ter a vaga que já foi ganha.
Pouco, é isso o que vale um diploma depois que saimos da faculdade. Talvez menos que pouco, muitíssimo pouco. E aí não importa o preço pago por ele, a desvalorização é imediata e drástica. Mesmo que continue válida, uma graduação já não tem o mesmo significado que há algum tempo atrás (não me arrisco a precisar qualquer período).
Certo? Errado? Pouco importa a legitimidade deste fato, sua legalidade ou se é moral ou não jogar no lixo (convenhamos, isso não chega a ser um exagero) algo entre quatro e seis anos da nossa vida. Garantia que esse investimento nos dá é somente a cela especial na cadeia. Temos o "colarinho branco", por assim dizer.
Fora isso, mais nada. De qualquer forma, concordem ou não, pensamentos de uma jornalista quase formada, cujo diploma vale não mais que o piso da categoria.
Mas não é esse o ponto crucial. O fato é que, não importa se estudamos em universidade pública ou faculdade particular. Sempre acabamos pagando um preço pelo diploma, diretamente ou não. Será que esss preço é recompensado depois que temos o bendito em mãos?
Típico questionamento de quem está às portas da formatura. Mais que isso, alguém que pode se tornar refém de um diploma assinado pelo reitor para ter a vaga que já foi ganha.
Pouco, é isso o que vale um diploma depois que saimos da faculdade. Talvez menos que pouco, muitíssimo pouco. E aí não importa o preço pago por ele, a desvalorização é imediata e drástica. Mesmo que continue válida, uma graduação já não tem o mesmo significado que há algum tempo atrás (não me arrisco a precisar qualquer período).
Certo? Errado? Pouco importa a legitimidade deste fato, sua legalidade ou se é moral ou não jogar no lixo (convenhamos, isso não chega a ser um exagero) algo entre quatro e seis anos da nossa vida. Garantia que esse investimento nos dá é somente a cela especial na cadeia. Temos o "colarinho branco", por assim dizer.
Fora isso, mais nada. De qualquer forma, concordem ou não, pensamentos de uma jornalista quase formada, cujo diploma vale não mais que o piso da categoria.
27 setembro 2007
Só um pequeno pedido
Provável formanda do segundo semestre de 2007 da Fac. Agora é oficial mesmo. Tenho até declaração. Mas de nada adianta ser formanda e não formar. Pouco me adianta para assumir minha vaga na Radiobrás.
Torçam por mim, é só isso que eu peço: orem ao bom Deus para que eu só seja convocada a partir da metade de novembro - se for da vontade dele, claro.
Mais uma vez, cabeça vazia. Perdão por não ter belas idéias para expor aqui. Mas, por enquanto, é só esse pedido que tenho. E olha que não é pouca coisa. É simplesmente o início da minha carreira como jornalista de verdade...
Torçam por mim, é só isso que eu peço: orem ao bom Deus para que eu só seja convocada a partir da metade de novembro - se for da vontade dele, claro.
Mais uma vez, cabeça vazia. Perdão por não ter belas idéias para expor aqui. Mas, por enquanto, é só esse pedido que tenho. E olha que não é pouca coisa. É simplesmente o início da minha carreira como jornalista de verdade...
17 setembro 2007
Eu quero chuva...
<-- Daqui a pouco estaremos assim. (Foto: eu, outubro de 2005 - final de tarde, saindo do Conjunto Nacional)Chega de seca, de tempo quente que não nos deixa respirar, de pele ressequida, nariz machucado, olhos idem. Aliás, olhos que doem até ao pingar colírio, de tão secos que ficam.
Chega de seca, com seu pôr-do-sol que não podemos ver porque estamos trabalhando. Com seu sol vermelho-alaranjado que contrasta com o azul intenso do céu que o emoldura, lindo, mas que não temos tempo de simplesmente parar e ficar olhando.
Para quê as belezas da seca se não dá para ficar parada na igreja Rainha da Paz, quase na entrada do setor econômico do Sudoeste, somente observando?
Por que seca se, apesar de seus encantos, não sabemos não colocar fogo no lixo ou para "limpar" a mata?
Para causar incêndio? Não, muito obrigado. Para deixar o ar repleto de fumaça? Dispenso. Para sentirmos frio e calor no mesmo dia? Disso até que não reclamo mais tanto.
Eu quero chuva. Para baixar a poeira que não nos deixa a casa limpa nem por uma hora. Chuva para lavar as ruas, fazer reviver as plantas. Chuva para apagar o fogo e, quem sabe, apagar os ânimos revoltosos de alguns que preferem ainda colocar fogo em pessoas.
Eu quero chuva para trazer um pouco mais umidade ao nosso ar, até para limpar um pouco esse ar que respiramos. Para lavar as almas frias e secas de Brasília. Chuva que nos faz correr dela. Chuva que nos banha quando não conseguimos fugir.
Eu quero chuva que deixa o ar ideal para uma tarde aconchegante no sofá, do lado de quem gostamos, vendo qualquer coisa que queiramos passar em nossos televisores.
Sim, eu quero a chuva que traz também um pouquinho de mofo, mofo que nos faz tirar tudo do armário e renovar as roupas. Com elas, acabamos renovando nossas vidas também. Chuva que faz o calor ficar ainda mais insuportável ao meio-dia, mas faz o frio ficar mais gostoso no final do dia.
Eu quero a chuva que desenha o céu com nuvens. Que dá um belo tom acinzentado no céu. Chuva que traz com ela as férias de final de ano...
Sim, eu quero chuva.
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