Saiu notícia na Agência Lusa. Os casamentos felizes fazem bem para a saúde, especialmente para diminuir a pressão arterial. É o que indica um estudo publicado ontem (21) na revista americana Annals of Behavioral Medicine. Já ter um casamento infeliz seria pior do que estar solteiro.
A pesquisa foi conduzida por uma professora da Universidade de Bringham Young, nos Estados Unidos. De acordo com os resultados encontrados, “bem” casados – sejam homens ou mulheres – têm cerca de quatro pontos a menos na pressão arterial, se comparados aos solteiros, mesmo que estes tenham o importante apoio de familiares e amigos.
À noite a pressão também cai mais nos casais felizes, em seguida vêm os solteiros e, por último, os casais infelizes, com a pressão arterial mais alta no período noturno. Segundo os médicos, as pessoas cuja pressão arterial permanece alta durante a noite têm mais probabilidades de sofrer acidentes cardiovasculares.
Então... viva o casamento feliz!
21 março 2008
20 março 2008
Um dia...
Recebi como sendo do Fernando Pessoa, sim o mesmo poeta que é tão bom fingidor, "que finge ser dor a dor que deveras sente". Confesso que não sei se realmente é dele. Mas gostei, por isso publico aqui, para ler e pensar.
Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contato se tornar cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: 'Quem são aquelas pessoas?'
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! 'Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!'
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa
Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contato se tornar cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: 'Quem são aquelas pessoas?'
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! 'Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!'
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa
28 janeiro 2008
Cansei
Já tem uns dias que eu quero te dizer isso. Cansei. Desisti. Não quero mais brincar.
Cansei de te procurar e não ter retorno. Desisti de tentar manter mais contato. Não quero mais brincar de gato e rato, sabendo que você com certeza vai fazer o papel de rato, e não de homem, que é.
Cansei de ser a única que manda e-mails. Desisti de esperar você me dizer quando vem ou não. Não quero mais ficar esperando você me dizer se eu preciso esperar por você.
Porque você sabe que, se precisasse, eu esperaria. Se eu pudesse, contigo eu contaria. Se você viesse, eu te esperaria. Se você me respondesse, ou, numa hipótese remota, escrevesse primeiro, eu te daria retorno.
Mas chega. Não quero conviver com fastasmas que eu só sei o nome. Não quero mais ter que descobrir que você me deixou na mão e nem pra avisar que tava na pior - se é que tá mesmo na pior, talvez tenha mesmo é esquecido.
Esquecido... de uma pessoa que você diz ser tão importante. Que se te decepciona por não dar um telefone, liga alguém perguntando o porquê. Mas de que adianta? Você, mais uma vez, é incapaz de responder a um e-mail...
É por isso que eu digo: cansei, desisti, não quero mais brincar...
Cansei de te procurar e não ter retorno. Desisti de tentar manter mais contato. Não quero mais brincar de gato e rato, sabendo que você com certeza vai fazer o papel de rato, e não de homem, que é.
Cansei de ser a única que manda e-mails. Desisti de esperar você me dizer quando vem ou não. Não quero mais ficar esperando você me dizer se eu preciso esperar por você.
Porque você sabe que, se precisasse, eu esperaria. Se eu pudesse, contigo eu contaria. Se você viesse, eu te esperaria. Se você me respondesse, ou, numa hipótese remota, escrevesse primeiro, eu te daria retorno.
Mas chega. Não quero conviver com fastasmas que eu só sei o nome. Não quero mais ter que descobrir que você me deixou na mão e nem pra avisar que tava na pior - se é que tá mesmo na pior, talvez tenha mesmo é esquecido.
Esquecido... de uma pessoa que você diz ser tão importante. Que se te decepciona por não dar um telefone, liga alguém perguntando o porquê. Mas de que adianta? Você, mais uma vez, é incapaz de responder a um e-mail...
É por isso que eu digo: cansei, desisti, não quero mais brincar...
23 janeiro 2008
Sob lente de aumento
Às vezes a gente se pega em cada situação engraçada...
Por mais que alguém queira se mostrar 'cabeça feita' ou coisas do gênero, sempre vai acabar se rendendo a algo totalmente inútil, fútil, que não acrescenta absolutamente nada na vida. Exemplo? Novela, desenho animado, reality show... Sim, BBB também é capaz de viciar. E como.
Saber da vida dos outros é um vício que, acredito, quase todo ser humano tem. Quase todo porque em algumas coisas é difícil generalizar, e esse é um caso. Mas, por outro lado, sempre dá para tirar alguma lição, por menor que seja. Sem querer parecer "Poliana", mas tudo tem um lado positivo, com tudo podemos aprender.
No caso do BBB, por exemplo, estamos vendo vidas sob uma lente de aumento. São, na verdade, coisas absolutamente comuns, só que mostrada 24 horas por dia para todo o Brasil.
Vai dizer que você nunca brigou, ou pelo menos viu alguém brigar com o namorado porque ele te acha espevitada demais? Ou porque ele quer corrigir o teu português, ou sente ciúmes do jeito que você dança...
Vai dizer que você nunca fez tipo para verificar se o carinha realmente tá a fim? Ou então se fez de durona, sem querer dar o braço a torcer, mesmo sabendo que ele está certo? (Tudo isso se aplica com os gêneros trocados, ok?)
A única diferença entre a vida deles lá, confinados, é que tudo é multiplicado, tanto para eles quanto para nós. Afinal, também vivemos dentro de uma redoma cheia de câmeras nos observando. Só que o raio da redoma é maior, o universo de convivência é mais amplo, e as câmeras são os olhos das pessoas com quem convivemos diariamente, nos observam, formam opinião sobre nós, escolhem ser ou não nossas amigas.
Por um lado, ainda bem que não temos essa lente de aumento. Eles que se virem com ela. Afinal de contas, apesar das semelhanças, aqui fora é muito mais fácil dar o braço a torcer, voltar atrás em uma palavra torta, demonstrar seus verdadeiros sentimentos. Pois não estamos jogando por nenhum dinheiro, nem fama. Estamos vivendo nossa vida, que, sim, pode ser um jogo, mas só se a gente encarar assim.
Por mais que alguém queira se mostrar 'cabeça feita' ou coisas do gênero, sempre vai acabar se rendendo a algo totalmente inútil, fútil, que não acrescenta absolutamente nada na vida. Exemplo? Novela, desenho animado, reality show... Sim, BBB também é capaz de viciar. E como.
Saber da vida dos outros é um vício que, acredito, quase todo ser humano tem. Quase todo porque em algumas coisas é difícil generalizar, e esse é um caso. Mas, por outro lado, sempre dá para tirar alguma lição, por menor que seja. Sem querer parecer "Poliana", mas tudo tem um lado positivo, com tudo podemos aprender.
No caso do BBB, por exemplo, estamos vendo vidas sob uma lente de aumento. São, na verdade, coisas absolutamente comuns, só que mostrada 24 horas por dia para todo o Brasil.
Vai dizer que você nunca brigou, ou pelo menos viu alguém brigar com o namorado porque ele te acha espevitada demais? Ou porque ele quer corrigir o teu português, ou sente ciúmes do jeito que você dança...
Vai dizer que você nunca fez tipo para verificar se o carinha realmente tá a fim? Ou então se fez de durona, sem querer dar o braço a torcer, mesmo sabendo que ele está certo? (Tudo isso se aplica com os gêneros trocados, ok?)
A única diferença entre a vida deles lá, confinados, é que tudo é multiplicado, tanto para eles quanto para nós. Afinal, também vivemos dentro de uma redoma cheia de câmeras nos observando. Só que o raio da redoma é maior, o universo de convivência é mais amplo, e as câmeras são os olhos das pessoas com quem convivemos diariamente, nos observam, formam opinião sobre nós, escolhem ser ou não nossas amigas.
Por um lado, ainda bem que não temos essa lente de aumento. Eles que se virem com ela. Afinal de contas, apesar das semelhanças, aqui fora é muito mais fácil dar o braço a torcer, voltar atrás em uma palavra torta, demonstrar seus verdadeiros sentimentos. Pois não estamos jogando por nenhum dinheiro, nem fama. Estamos vivendo nossa vida, que, sim, pode ser um jogo, mas só se a gente encarar assim.
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