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16 julho 2006

Saiu no Estadão de sexta-feira

ABI e Abert pedirão veto a lei sobre trabalho na mídia

Entidades querem que o presidente Lula barre projeto aprovado pelo Congresso que eleva de 11 para 23 as atividades privativas dos jornalistas

José Maria Mayrink

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, anunciou ontem no Rio que, em articulação com a Associação Nacional de Jornais (ANJ), tentará convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar o projeto de lei aprovado pelo Senado que fixa regras para o exercício da profissão de jornalista.

"Considero esse projeto desastroso, um disparate de autoria de amadores sem nenhuma vivência no dia-a-dia das redações", disse Azedo, ao justificar sua oposição à proposta. O presidente da ABI critica a "imprecisão" do texto ao definir as funções que, de acordo com a nova lei, só poderiam ser exercidas por portadores de diploma de jornalismo.

Um dos exemplos mais gritantes, segundo Azedo, é a definição de comentarista - "o profissional que realiza avaliação, comentário pelo rádio, televisão ou processo semelhante", conforme consta do inciso XIII do artigo 6º, que enumera as 23 atividades privativas de jornalista profissional.

"Se as escolas de jornalismo tiverem de dar uma formação de acordo com as qualificações definidas pelo projeto de lei aprovado pelo Congresso, elas vão se transformar num amontoado de disciplinas sem possibilidade de formar profissionais", alertou Azedo.

A ABI, segundo seu presidente, não foi consultada sobre o projeto de lei complementar (PLC 79/2004) quando ele foi discutido no Congresso. "Vamos ver agora se ainda dá tempo de levar o presidente da República a vetar o texto", disse Azedo, depois de analisar a questão com a Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Em nota assinada por seu presidente, José Inácio Gennari Pizani, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) se manifestou "indignada" com a aprovação do projeto pelo Congresso e pediu seu veto pelo presidente.

A Abert, diz a nota, acredita que, antes de deliberar sobre a matéria, o presidente deva receber e analisar as ponderações de todos os setores envolvidos. "A Abert confia que o princípio constitucional da liberdade de expressão e do direito ao trabalho prevaleça no exercício das atividades desenvolvidas pelos milhares de profissionais", acrescenta o texto.

O presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje), Paulo Nassar, afirmou que o projeto de lei, "apresentado pelo deputado Pastor Amarildo (PSC-TO) e aprovado pelo Senado enquanto a sociedade brasileira estava entretida com a Copa do Mundo e aterrorizada pela falta de segurança pública", ameaça a liberdade de trabalho e de expressão no ramo da comunicação empresarial.

"O projeto, que transpira corporativismo e ranço inquisitorial, deve provocar desemprego com a eliminação de milhares de comunicadores mestiços", adverte Nassar, referindo-se ao "perfil mestiço" dos trabalhadores da comunicação empresarial, "produto da saudável mistura de relações-públicas, jornalistas, publicitários, administradores, economistas, historiadores, psicólogos, fonoaudiólogos, entre outros".

30 maio 2006

Um último texto antes do final (pq é necessário refletir sobre alguma coisa)

O que discutir quando há tanta coisa na cabeça ao mesmo tempo? Sobre o quê refletir, se eu mal tenho tempo para dormir? Não está fácil pensar em uma coisa só para servir de tema para um post.

Eu poderia falar de quão cansativo e ao mesmo tempo tão legal é a rotina de Campus 1. Para conferir, podem acessar o site antigo e ainda atual e, daqui a uns dias, eu espero, o site novo do Campus Online. Rádio também está muito bom, e vai ficar mas puxada nas próximas semanas.

Eu poderia também falar de como está a organização da chapa para concorrer ao Conselho Geral da JELB e das preparações para o Congressão de Joinville, em janeiro. Muito trabalho a ser feito, mas muito mais expectativa por tudo o que pode acontecer logo, logo.

Eu poderia, ainda, falar da minha vontade em ir visitar Maceió. Pegar uma praia, ver os amigos... Ê droga de passagens caras! E eu que não consigo comprar nas promoções.

Tem ainda outro assunto sobre o qual eu poderia falar: como estou feliz com o meu namoro! Não vou aqui descrever todos os detalhes e motivos, só preciso dizer que estou muito feliz!

Pois é, falei, falei e disse muito pouco sobre muita coisa. Mas era mais ou menos isso o que eu queria mesmo. Este é só o último texto antes do recesso.

02 maio 2006

Dúvida

O que fazer quando se percebe que se errou feio, por pura displicência? (Antes que me perguntem: não, não me arrependo, ainda, de quase nada do que eu fiz; talvez só da forma como eu fiz)

Existem coisas que ouvimos repetidamente durante anos e anos. Sabemos tudo de cor e salteado. Por exemplo, como ser bem educado com as visitas, ou como tratar pessoas mais velhas, oucomo ser pelo menos agradável com desconhecidos (amigos dos pais, pais de amigos, amigos dos amigos...). E concordamos com tudo isso o que aprendemos.

Existem momentos, no entanto, em que simplesmente esquecemos de tudo. Parece que não sabíamos de nada. A situação, que a princípio estava completamente sob controle, simplesmente foge às nossas rédeas e muito do que estava planejado acontecer, não acontece. Por outro lado, quase tudo o que não deveria acontecer, sob pena de estragar todos os planos, teima em nos tirar do sério, acontecendo.

Como contornar essas situações? Só conseguindo contorná-las e que poderemos responder a tal pergunta. Cada situação requer uma ação diferente, uma resposta elaborada exclusivamente para ela. Não adiantam respostas prontas, não funcionam fórmulas testadas por outras pessoas. Temos que construir nossa própria solução para os nossos próprios problemas.

Mas pior mesmo do que saber que "deu merda" e ficar na espectativa para saber se deu mesmo, ou não. A torcida para que seja tudo apenas suposição, preocupação à-tôa. A agonia achando que a Lei de Murphy prevalecerá e tudo o que tiver para dar errado vai mesmo dar errado.

Nesse caso, boa sorte.

24 abril 2006

Sono

Sono, muito sono. Sempre sono.
o que fazer com tanto sono que eu não consigo dar conta de matar? Preciso dar um jeito antes que ele me mate.
Sono, muito sono. Sempre sono.

(Aguardando as inscrições para o congressão entrarem no ar)