Essa fotinha aí é especialmente pro Moraes, que chegou ao cúmulo de levar um susto comigo, só por causa das imagens da procissão do Fogaréu, típica da região.
Não posso negar que a UnB está em greve, que faltam professores, que falta material técnico e melhores condições para as aulas na Fac. Não dá para negar que as universidades públicas têm passado por um processo contínuo de sucateamento, que o ensino públio não é valorizado como deveria e nem recebe as verbas suficientes para manter sua qualidade. Sem condições de refutar a afirmação de que muito dos nossos professores são picaretas, não gostam do que fazem, não se dedicam à docência. Mas muitos alunos também são assim, ou pior...Apesar de todos os problemas, não me arrependo de ter optado pelo ensino público para minha formação no nível superior. Tenho certeza de que fiz uma boa escolha quando decidi vir para Brasília, estudar jornalismo na UnB. O curso pode não ser uma maravilha, mas eu não esperava nada melhor do que é. Talvez esperasse algo diferente, mais jornalístico mesmo, mas estou feliz estudando Comunicação Social.Falo tudo isso por um motivo muito simples: voltando hoje para casa, ouvi uma estudante dizer que o curso que ela quer, comunicação, não é bom na UnB. Faça-me o favor, não posso ouvir isso e não dizer nada! Tudo bem, me contive e fiquei calada na hora, mas tenho certeza de que a garota sentada ao meu lado percebeu minha surpresa. Ah, não. Tenha santa paciência. Por mais deficitária que a UnB esteja (a Fac inclusa, lógico), tenho certeza absoluta de que é dali que sai a melhor produção de pensadores.Digam-me, de que adianta termos um ótimo equipamento fotográfico disponível, um laboratório de informática de última geração para os alunos, câmeras mini DV e película 35mm e ilhas de edição perfeitas? O que forma um bom profissional não é simplesmente o domínio da tecnologia. É o conceito. Saber utilizar os equipamentos necessários é importante, mas não é matéria essencial na formação universitária. Como dizem alguns professores, não estamos na universidade para aprender a utilizar alguns softwares, mas para educar nossa sensibilidade visual, aprender conceitos teorias que nos guiarão em trabalhos e pesquisas futuras, desenvolver nossa criatividade para resolução de problemas relacionados à nossa atividade profissional. Aprender a pensar.Estar no ensino universitário não é, nem deveria ser, a mesma coisa que estar no segundo grau. Receber tudo pronto? Acho que já está mais do que na hora de decidirmos o que é importante para nossa formação. Ficar preocupado somente com o mercado de trabalho? Isso é importante, pois todos devemos ter condições básicas de sobrevivência, mas, como diz mamãe, os competentes sempre encontram seu lugar ao sol. Estudar somente a técnica? Facilita nossa vida, mas não é a única coisa que nos interessa.Ok, já falei demais. Vou concluir. Eu posso até não ter professores nacionalmente famosos, mas tenho profissionais competentíssimos, dedicadíssimos, dispostos a ajudar sempre. Isso não só dentre os já formados do quadro docente, mas entre os futuros profissionais também. Essa é a vantagem da escola pública: temos consciência das dificuldades, e isso nos deixa mais solidários, com a mente mais aberta às possibilidades e mais dispostos a lutar para criá-las sempre que necessário.Tudo bem, eu disse que concluiria. É que o comentário me deixou revoltada mesmo. Mas é isso. E viva a universidade pública! Com todos os seus problemas e suas possibilidades.
Vila Boa de Goiás, Goyaz, Cidade de Goiás, Goiás Velho, cidade de Cora Coralina.Cidade típica do interior, pequena, ruazinhas estreitas, a praça como principal ponto de encontro nos sábados à noite. Imagine, então, algo em torno de 40 estudantes de uma universidade pública, da capital federal. Realmente, não parecia nem um pouco a nossa cara, ou um programa que faríamos a troco de nada.Mas quem disse que estávamos ali a troco de nada? Fomos fotografar. Um final de semana exercitando uma das atividades que mais dá prazer à maioria absoluta dos que ali estavam: fotografia. Dois dias de muito calor, trabalho, caminhada atrás do melhor clique. Uma noite de diversão, descanso, situações engraçadas e completamente inesperadas.Estávamos querendo apenas um lugar pra dançar um forrozinho legal, relaxar um pouco no ritmo da música. Acabamos indo parar num tal dum Bar Recanto do Morro do Macaco Molhado. O que era aquilo? Sincaramente, não sei dizer ao certo. Achamos, entramos, mas não ficamos. Acabamos por voltar à pousada, nossas camas. Afinal, o dia seguinte prometia ainda mais trabalho. E assim foi.Mas foi muito bom. Independentemente de qualquer dificuldade, da caminhada debaixo de sol escaldante, num calor quase insuportável, valeu muito a pena todo e qualquer sacrifício. Se as fotos ficaram boas? Veremos. Espero que a resposta seja positiva.
"A Câmara dos Deputados votou nesta quarta-feira (14) em favor da cassação do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) após uma sessão que durou mais de quatro horas. Por 313 votos a favor e 156 contra. Jefferson foi o primeiro parlamentar cassado por conta das denúncias do "mensalão". A votação foi secreta. Houve ainda 13 abstenções, 5 votos em branco e 2 nulos."(Fonte: UOL)Será que isso é o início de um processo sério de punição dos corruptos que estão no Congresso ou é parte da fabricação da pizza, já tradicional quando se fala em investigação de qualquer um dos três Poderes?