Laranjas, poeira. Poeira, laranjas. Em princípio, nada a ver com nada. A depender da situação, tudo a ver com tudo. Tudo é relativo e depende do ponto de vista.
Laranjas são, a rigor, frutos das laranjeiras, com um suco muito gostoso, diga-se de passagem. Laranjas também podem ser pessoas que assinam, por exemplo, a compra de um veículo de comunicação no lugar de um parlamentar corrupto - ele mesmo não pode assumir tal aquisição.
Juntamos as duas possibilidades e temos as laranjas que têm a ver com a poeira. Calma, explico.
Se temos laranjas na política, os frutos podem, simbolicamente, fazer parte de um protesto contra - por que não - o presidente do Senado, acusado de usar laranjas - as pessoas - para comprar uma rádio e se não me engano também um jornal.
É aí que elas se juntam à poeira: no tempo seco de Brasília (ai meu nariz que não pára de sangrar...), no gramado do Congresso Nacional, logo depois de colocarem terra vermelha, novinha, sequinha, para quando vier a chuva.
Foi exatamente isso o que aconteceu hoje. Um manifestante solitário queria desenhar uma bandeira nacional com laranjas no gramado. Mas não tinha autorização - sim, precisamos de autorização para protestar. Por isso, ele, já não mais solitário, mas na companhia de jornalistas e policiais.
Os jornalistas foram lá para saber o que estava acontecendo. O de sempre o que? onde? quando? como? por que? quem? do lead jornalístico - lead, chato lead, mas também lead, santo lead.
Os policiais apareceram no exato momento em que o cidadão indignado resolveu abrir uma faixa com "Senado covarde!". Mandaram tirar a faixa, impediram que ela fosse colocada novamente. Não deixavam sequer ele atravessar o lado da rua.
E nesse pode-não-pode, ficamos todos lá, esperando para ver as laranjas e comendo a poeira do gramado.
Passada uma hora, depois que um santo deputado (uau! agora deputados podem ser santos! duvido, hein...), mas enfim... depois que um deputado conhecido do cidadão resolveu vir comprar a briga. Ele tem o direito sim! Mas doutor... ele não tem autorização. Mas eu sempre fiz manifestação sem precisar de autorização escrita. É porque o senhor é parlamentar... quando tem parlamentar, não precisa. Então, se com parlmentar pode, eu fico com ele, agora ele também pode.
Tá ebm, a faixa pode, mas o caminhão com as laranjas não pode descer. Aiaiaiaiaiaiai... enfim, vamos encurtar isso, que lá já estava a Globo, a Radiobrás, a TV Câmara, a TV UOL e mais não sei quem...
Por fim, o caminhão não pôde descer, mas as laranjas, sim. E vieram, saco a saco, os 60 sacos, as cinco mil laranjas. Não cheguei a ver a bandeira, fui embora antes, mas que ela foi montada, ah, foi. Ali, no meio do gramado cheio de terra, entre pés e pernas cobertos de poeira...
Eu não disse que laranjas e poeira são próximas? Agora só falta saber o que vai acontecer com a votação na Comissão de Ética do Senado. Por enquanto, adiada por causa de dois pedidos de vista. Se o voto vai ser aberto ou não? Depende, ninguém tem certeza... a comissão não tem regimento interno.
Enquanto isso, ficamos aqui, chupando laranjas e comendo poeira.
30 agosto 2007
24 agosto 2007
Talvez
Que importância um jogo pode ter na nossa vida? Um jogo virtual por vezes pode se tornar tão importante que, literalmente, o vivenciamos. Ainda mais quando se trata de um jogo em tempo real.
Somos atacados, atacamos, crescemos, destruímos, criamos e encerramos vidas, nossas e alheias. Podemos, até, criar uma vida nova para nós mesmos. Quão importante isso pode ser? Depende de o quanto queremos nos esconder.
Podemos nos tranfigurar em uma segunda vida, nos transformar em bárbaros, soldados romanos, ou pequenos "asterix" gauleses. Podemos nos tornar grandes jogadores de futebol por um instante, ou um terrorista que quer a todo custo matar os policiais do time adversário.
E às vezes nos envolvemos tanto que perdemos noites de sono, tardes de trabalho, manhãs de estudo. Nos esquecemos de que a vida está aí, correndo enquanto nos preocupamos se estamos "aparecendo bem na fita" naquele jogo lá na internet. Na verdade, nem precisa ser na internet...
O quanto vale a pena? Só os dias perdidos vão dizer. Talvez ainda consiguemos recuperar alguma coisa, talvez nem tenhamos perdido tanto assim, talvez tenhamos sido suficientemente sensatos na hora de conciliar vida real e vida virtual. Talvez... talvez não queiramos viver sempre no talvez...
Somos atacados, atacamos, crescemos, destruímos, criamos e encerramos vidas, nossas e alheias. Podemos, até, criar uma vida nova para nós mesmos. Quão importante isso pode ser? Depende de o quanto queremos nos esconder.
Podemos nos tranfigurar em uma segunda vida, nos transformar em bárbaros, soldados romanos, ou pequenos "asterix" gauleses. Podemos nos tornar grandes jogadores de futebol por um instante, ou um terrorista que quer a todo custo matar os policiais do time adversário.
E às vezes nos envolvemos tanto que perdemos noites de sono, tardes de trabalho, manhãs de estudo. Nos esquecemos de que a vida está aí, correndo enquanto nos preocupamos se estamos "aparecendo bem na fita" naquele jogo lá na internet. Na verdade, nem precisa ser na internet...
O quanto vale a pena? Só os dias perdidos vão dizer. Talvez ainda consiguemos recuperar alguma coisa, talvez nem tenhamos perdido tanto assim, talvez tenhamos sido suficientemente sensatos na hora de conciliar vida real e vida virtual. Talvez... talvez não queiramos viver sempre no talvez...
21 agosto 2007
Mais uma vez, Bebel
Poucas coisas na vida podem ser tão fortes como uma mulher que se sinta traída. Bebel que o diga. E a Alice também. Também, quem mandou homem ser cafageste.
Por favor, não me entendam mal. Eu sei que sempre vai ter um homem - e uma mulher - dizendo que nem todos são assim, que não devemos generalizar. Mulher apaixonada gosta de homem cafajeste porque ele diz o que ela quer ouvir, ele sabe o que fazer e dizer para que ela se sinta completamente confiante no amor dele.
Mas, enfim, a questão aqui não é saber se todos os homens são cafajestes e se todas as mulheres apaixonadas são burras. Eu, na verdade, acho que não, para os dois casos. Mas...
Voltando ao fato. Mulher traída (ou que se sinta assim) é mais forte que touro brabo. Assistir alguns capítulos da atual novela das 20h é prova disso. Ou vocês acham que não existe de fato quem faça o que a Bebel e a Alice fazem com o Olavo? Ah, existe... não que eu ja tenha visto, mas tenho certeza de que existe.
Destruir o casamento da paixão da sua vida. Matar o homem que te traiu no dia do casamento. Ações extremas, talvez, mas eu digo e repito. Mulher traída? Sai de baixo! Por isso, rapazes, cuidado com as escapadinhas que vocês às vezes gostam de dar. Cuidado porque vocês podem não saber com quem estão lidando...
Fui!
Por favor, não me entendam mal. Eu sei que sempre vai ter um homem - e uma mulher - dizendo que nem todos são assim, que não devemos generalizar. Mulher apaixonada gosta de homem cafajeste porque ele diz o que ela quer ouvir, ele sabe o que fazer e dizer para que ela se sinta completamente confiante no amor dele.
Mas, enfim, a questão aqui não é saber se todos os homens são cafajestes e se todas as mulheres apaixonadas são burras. Eu, na verdade, acho que não, para os dois casos. Mas...
Voltando ao fato. Mulher traída (ou que se sinta assim) é mais forte que touro brabo. Assistir alguns capítulos da atual novela das 20h é prova disso. Ou vocês acham que não existe de fato quem faça o que a Bebel e a Alice fazem com o Olavo? Ah, existe... não que eu ja tenha visto, mas tenho certeza de que existe.
Destruir o casamento da paixão da sua vida. Matar o homem que te traiu no dia do casamento. Ações extremas, talvez, mas eu digo e repito. Mulher traída? Sai de baixo! Por isso, rapazes, cuidado com as escapadinhas que vocês às vezes gostam de dar. Cuidado porque vocês podem não saber com quem estão lidando...
Fui!
20 agosto 2007
Uma volta (in)esperada
De volta. Vocês já devem ter percebido.
Vocês quem, cara pálida? Ainda achas de fato que alguém ainda lê tal singela página? Será que alguém ainda anseia por uma nova atualização? Ah, cara pálida...
Talvez não houvesse mais vivalma que esperasse o blog ser atualizado. Fazer o quê? Confesso que fiquei tempo por demais sem nada de novo a preencher este espaço cibernético.
Ficou mesmo. E se ainda havia qualquer pessoa interessada no que escrevias, migrou para algum dos links que constavam de tua página em seu layout antigo.
Podem ter migrado. Com certeza ganharam com Oh, Mascaras! e How the west was won. Mas talvez também tenham perdido de ler o que eu escrevia em outras localidades neste mar de gigabites.
E por acaso avisaste alguém quando estavas no Campus Online? E quando migraste para o impresso, nem uma linha sequer! Neste meio tempo, poderias ter dito para procurarem por ti na página do Marista, mas também disto, nem uma mísera vírgula!
Opa! Calma lá. Não julgue uma vírgula, pois de mísera nada tem...
Que seja, mas nem uma vírgula colocaste por aqui. Simplesmente me abandonaste. Preferiste se deliciar com as matérias que iam para a capa da agência. Ou simplesmente ficavas a ler a estória do bruxinho londrino...
É... bem... como negar que ficava, e ainda fico feliz quando vejo que há uma chamada de capa que leva o leitor para um texto meu? Nem foca sou, mas apenas uma estagiária... a mente cansa de escrever, as idéias simplesmente não vêm...
Desculpa furada! Quando queres, escreves. Basta comer um pedacinho de chocolate que lá estás a escrever belos textos para migos, mãe, namorado...
Sim estou, mas nada que ache que caiba aqui.
Besteira! Você me abandonou, abandonou seus leitores com desculpas esfarrapadas. Cabeça vazia... onde?!
Ok, ok... sem reclamações então? Cansei, ok? Cansei, mas voltei. Num esforço tremendo. Voltei e não pretendo largar de mão. Ora bolas, deixa de reclamar, já é o segundo texto que escrevo aqui hoje. Tá recauchutado, visual novo, mais bonito, menos abacate... de abacate, basta o crachá, ok?
Bom. O fato é esse: voltei. Gostou? Que bom, fique à vontade. Não gostou... simples, basta mudar o endereço da página.
Como sempre, viagens desconexas por aqui. Pensamentos que não precisam seguir um padrão. Não tenho um manual de redação aqui... Fique à vontade, a casa é minha.
Vocês quem, cara pálida? Ainda achas de fato que alguém ainda lê tal singela página? Será que alguém ainda anseia por uma nova atualização? Ah, cara pálida...
Talvez não houvesse mais vivalma que esperasse o blog ser atualizado. Fazer o quê? Confesso que fiquei tempo por demais sem nada de novo a preencher este espaço cibernético.
Ficou mesmo. E se ainda havia qualquer pessoa interessada no que escrevias, migrou para algum dos links que constavam de tua página em seu layout antigo.
Podem ter migrado. Com certeza ganharam com Oh, Mascaras! e How the west was won. Mas talvez também tenham perdido de ler o que eu escrevia em outras localidades neste mar de gigabites.
E por acaso avisaste alguém quando estavas no Campus Online? E quando migraste para o impresso, nem uma linha sequer! Neste meio tempo, poderias ter dito para procurarem por ti na página do Marista, mas também disto, nem uma mísera vírgula!
Opa! Calma lá. Não julgue uma vírgula, pois de mísera nada tem...
Que seja, mas nem uma vírgula colocaste por aqui. Simplesmente me abandonaste. Preferiste se deliciar com as matérias que iam para a capa da agência. Ou simplesmente ficavas a ler a estória do bruxinho londrino...
É... bem... como negar que ficava, e ainda fico feliz quando vejo que há uma chamada de capa que leva o leitor para um texto meu? Nem foca sou, mas apenas uma estagiária... a mente cansa de escrever, as idéias simplesmente não vêm...
Desculpa furada! Quando queres, escreves. Basta comer um pedacinho de chocolate que lá estás a escrever belos textos para migos, mãe, namorado...
Sim estou, mas nada que ache que caiba aqui.
Besteira! Você me abandonou, abandonou seus leitores com desculpas esfarrapadas. Cabeça vazia... onde?!
Ok, ok... sem reclamações então? Cansei, ok? Cansei, mas voltei. Num esforço tremendo. Voltei e não pretendo largar de mão. Ora bolas, deixa de reclamar, já é o segundo texto que escrevo aqui hoje. Tá recauchutado, visual novo, mais bonito, menos abacate... de abacate, basta o crachá, ok?
Bom. O fato é esse: voltei. Gostou? Que bom, fique à vontade. Não gostou... simples, basta mudar o endereço da página.
Como sempre, viagens desconexas por aqui. Pensamentos que não precisam seguir um padrão. Não tenho um manual de redação aqui... Fique à vontade, a casa é minha.
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