Se eu acredito 100% ou não, ainda não sei. Mas não há como negar que, realmente, receber carinho é bom demais. Um estudo alemão, noticiado pelo O Globo, digamos, comprovou os efeitos benéficos que receber carinho tem sobre as mulheres, especialmente na redução dos níveis de estresse.
Não é à tôa que mulheres com relacionamentos estáveis e duradouros, diz o estudo, têm uma saúde melhor do que aquelas que estão solteiras. Eu diria que tudo deve ser relativizado, sem tirar o mérito dos estudiosos.
Pra quem quiser conferir a matéria na íntegra, taí o link.
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14 novembro 2008
20 outubro 2008
De novo?!
Diz-se que a mídia - não necessariamente ou somente a parte jornalística dela - fala daquilo que o povo quer ouvir (ou ver, ler...). Tenho minhas ressalvas. Reforçadas ainda mais quando somos bombardeados pelo caso da jovem Eloá, sequestrada e morta pelo ex-namorado, sete anos mais velho, em Santo André (SP). Eu nao agüento mais ver isso, por exemplo. As pessoas mais próximas de mim, também não. Alguém sabe como está a Bolsa de Valores? E o dólar?
Não tem como não questionar a validade de uma cobertura tão extensa de um caso que não é único, mas tão somente um do qual se falou, como muitos outros que com certeza acontecem Brasil afora, sem serem sequer notados. É mais um na linha Isabela - aquela que foi (pelo o que se acredita até agora) jogada pela janela do apartamento pelo próprio pai, depois de ser agredida pela madrasta.
Não venham me dizer que a crueldade dos dois casos - capazes de levantar inúmeras discussões seja acerca do trabalho da polícia em situações de sequestro, seja do comportamento dos jovens na sociedade contemporânea, seja sobre o que for - é motivo bastante para justificar uma edição de um Jornal Hoje, para citar só um exemplo, praticamente inteiro - isso mesmo, inteiro (hoje assisti ao programa todo) - sobre o caso da Eloá.
Além disso, somente outras duas mortes. A de uma menina de 16 anos que, suspeita-se, foi morta pelo ex-namorado de 22 anos (macabra coincidência), e a do dono de uma das maiores redes de supermercado do Rio de Janeiro.
Isso depois de um Fantástico recheado de Eloá, seguido por um Mais Você montado com o mesmo conteúdo "jornalístico".
Na época da Isabela Nardoni, me perguntei por que não noticiaram da mesma forma o seqüestro e a morte - igualmente brutais - da Isabela Tainara, aqui de Brasília. Depois do caso Eloá, me lembro também de um caso lá em Maceió, acontecido há anos e que também não virou notícia em cadeia nacional.
Foi o caso do marido da diretora da escola em que eu estudei, o Paulinho. Ele era professor, lecionava na rede municipal de uma cidade do interior das Alagoas, não me recordo agora o nome. Certo dia ele foi achado morto, dentro do seu carro, em uma estrada sem asfalto. Salvo engano, estava amarrado. Mas o que chocou foi o fato de ter sido queimado vivo.
Isso porque "ameaçava" o prefeito porque sabia e denunciava atividades corruptas na administração da merenda escolar. Um crime tão cruel quanto os dois que tomaram a mídia este ano, mas que não chegou a passar os limites da Gazeta de Alagoas, no máximo, TV Pajuçara, na época, afiliada do SBT.
Será que esses crimes chocam mais hoje? Ou é porque envolvem crianças? Talvez seja - é a visão que me parece mais plausível - porque a mídia está mais ávida por audiência, e tragédia sempre dá audiência. Povo masoquista, que gosta de ver a dor dos outros.
Acho que é a hora de olharmos para as tragédias do dia-a-dia. Quem sabe esteja na hora de prestarmos mais atenção nas nossas ruas, cheias de crianças abandonadas, que (só Deus sabe) talvez até sonhem com o dia em que serão levadas desta vida, para parar de sofrer. Isso, sim, é tragédia.
Não tem como não questionar a validade de uma cobertura tão extensa de um caso que não é único, mas tão somente um do qual se falou, como muitos outros que com certeza acontecem Brasil afora, sem serem sequer notados. É mais um na linha Isabela - aquela que foi (pelo o que se acredita até agora) jogada pela janela do apartamento pelo próprio pai, depois de ser agredida pela madrasta.
Não venham me dizer que a crueldade dos dois casos - capazes de levantar inúmeras discussões seja acerca do trabalho da polícia em situações de sequestro, seja do comportamento dos jovens na sociedade contemporânea, seja sobre o que for - é motivo bastante para justificar uma edição de um Jornal Hoje, para citar só um exemplo, praticamente inteiro - isso mesmo, inteiro (hoje assisti ao programa todo) - sobre o caso da Eloá.
Além disso, somente outras duas mortes. A de uma menina de 16 anos que, suspeita-se, foi morta pelo ex-namorado de 22 anos (macabra coincidência), e a do dono de uma das maiores redes de supermercado do Rio de Janeiro.
Isso depois de um Fantástico recheado de Eloá, seguido por um Mais Você montado com o mesmo conteúdo "jornalístico".
Na época da Isabela Nardoni, me perguntei por que não noticiaram da mesma forma o seqüestro e a morte - igualmente brutais - da Isabela Tainara, aqui de Brasília. Depois do caso Eloá, me lembro também de um caso lá em Maceió, acontecido há anos e que também não virou notícia em cadeia nacional.
Foi o caso do marido da diretora da escola em que eu estudei, o Paulinho. Ele era professor, lecionava na rede municipal de uma cidade do interior das Alagoas, não me recordo agora o nome. Certo dia ele foi achado morto, dentro do seu carro, em uma estrada sem asfalto. Salvo engano, estava amarrado. Mas o que chocou foi o fato de ter sido queimado vivo.
Isso porque "ameaçava" o prefeito porque sabia e denunciava atividades corruptas na administração da merenda escolar. Um crime tão cruel quanto os dois que tomaram a mídia este ano, mas que não chegou a passar os limites da Gazeta de Alagoas, no máximo, TV Pajuçara, na época, afiliada do SBT.
Será que esses crimes chocam mais hoje? Ou é porque envolvem crianças? Talvez seja - é a visão que me parece mais plausível - porque a mídia está mais ávida por audiência, e tragédia sempre dá audiência. Povo masoquista, que gosta de ver a dor dos outros.
Acho que é a hora de olharmos para as tragédias do dia-a-dia. Quem sabe esteja na hora de prestarmos mais atenção nas nossas ruas, cheias de crianças abandonadas, que (só Deus sabe) talvez até sonhem com o dia em que serão levadas desta vida, para parar de sofrer. Isso, sim, é tragédia.
By
Ana Luiza Zenker
às
7:37 PM
Marcadores:
comportamento,
devaneios,
jornalismo,
saiu nos jornais
1 comentários
23 outubro 2007
Será?
Pesquisa mostra que 37% trabalham 'de corpo e alma' no Brasil
Bela manchete a d'O Globo Online agora, às 11h15 de terça-feira. Mas... não soa estranho esse "índice alto" logo no Brasil? Para mim soa um pouco, sim.Não tenho dados, mas pelo que vejo, ouço, leio, não vivemos num país onde as pessoas de fato trabalham naquilo que escolheram por afinidade. Trabalham no que aparece, no emprego que o mercado disponibiliza. Ou seja, trabalham simplesmente para sobreviver.
De fato, se perdemos para o México no percentual de pessoas que se entregam 100% ao trabalho e ganhamos de alguns países asiáticos, isso também não quer dizer que a nossa "massa proletária" - esteja ela no setor que for - seja menos feliz que a mexicana e mais feliz que a asiática.
Enfim, por que comentar isso? Porque eu estou me formando, e comigo mais algumas centenas, quiçá milhares de pessoas, que, sim, um dia sonharam em poder desenvolver todos os conhecimentos adquiridos na faculdade em um emprego que dê prazer, vontade de a cada novo dia acordar e ir trabalhar, motivação para crescermos cada vez mais no conhecimento e na carreira.
É para isso que estudamos. Infelizmente, apesar dos 37% da pesquisa, nem sempre é isso o que temos.
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